sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Poesia do dia: Manoel Bandeira,,,,
Caros alunos, demais leitores,
Seguem uma poesia do Manuel Bandeira......muito lindo "
Seguem uma poesia do Manuel Bandeira......muito lindo "
Consoada
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
( Manuel Bandeira )
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Dica de gramática
Caros alunos, demais leitores.....
Hoje, conversando com alunos, tratávamos de palavras que devem ser grafadas separadamente e, outras, juntas.....
Já vimos isso aqui, mas vale a pena rememorar...
São grafadas num só vocábulo:
COMIGO
CONTIGO
EMBORA
São grafadas separadamente:
DE REPENTE
A PARTIR
Um abraço carinhoso a todos !
Profa.Márcia
Poesia do dia
Caros alunos, demais leitores...
Uma poesia para encantar o final de sexta-feira.....
Uma poesia para encantar o final de sexta-feira.....
O Amor, Meu Amor
Nosso amor é impuro
como impura é a luz e a água
e tudo quanto nasce
e vive além do tempo.
como impura é a luz e a água
e tudo quanto nasce
e vive além do tempo.
Minhas pernas são água,
as tuas são luz
e dão a volta ao universo
quando se enlaçam
até se tornarem deserto e escuro.
E eu sofro de te abraçar
depois de te abraçar para não sofrer.
as tuas são luz
e dão a volta ao universo
quando se enlaçam
até se tornarem deserto e escuro.
E eu sofro de te abraçar
depois de te abraçar para não sofrer.
E toco-te
para deixares de ter corpo
e o meu corpo nasce
quando se extingue no teu.
para deixares de ter corpo
e o meu corpo nasce
quando se extingue no teu.
E respiro em ti
para me sufocar
e espreito em tua claridade
para me cegar,
meu Sol vertido em Lua,
minha noite alvorecida.
para me sufocar
e espreito em tua claridade
para me cegar,
meu Sol vertido em Lua,
minha noite alvorecida.
Tu me bebes
e eu me converto na tua sede.
Meus lábios mordem,
meus dentes beijam,
minha pele te veste
e ficas ainda mais despida.
e eu me converto na tua sede.
Meus lábios mordem,
meus dentes beijam,
minha pele te veste
e ficas ainda mais despida.
Pudesse eu ser tu
E em tua saudade ser a minha própria espera.
E em tua saudade ser a minha própria espera.
Mas eu deito-me em teu leito
Quando apenas queria dormir em ti.
Quando apenas queria dormir em ti.
E sonho-te
Quando ansiava ser um sonho teu.
Quando ansiava ser um sonho teu.
E levito, voo de semente,
para em mim mesmo te plantar
menos que flor: simples perfume,
lembrança de pétala sem chão onde tombar.
para em mim mesmo te plantar
menos que flor: simples perfume,
lembrança de pétala sem chão onde tombar.
Teus olhos inundando os meus
e a minha vida, já sem leito,
vai galgando margens
até tudo ser mar.
Esse mar que só há depois do mar.
e a minha vida, já sem leito,
vai galgando margens
até tudo ser mar.
Esse mar que só há depois do mar.
No livro “Idades cidades divindades”
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Dicas de Redação para o ENEM
Caros alunos, demais leitores,
Já falei algumas vezes aqui que a melhor coisa para vocês não se perderem durante a escritura de seu texto:
a) Sigam a fórmula da organização lógica do pensamento:
INTRODUÇÃO = 1º § TESE (claramente exposta) + Argumento 1 + Argumento 2
DESENVOLVIMENTO =
2º § Desenvolvimento do argumento 1
3º § Desenvolvimento do argumento 2
CONCLUSÃO = 4º § - Retomando os argumentos fornecidos e fechando o texto.
Evitem:
Repetições
Neologismos
Gírias
Tautologias
Generalizações
Adotem o padrão culto.
Boa prova a todos !!!
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Dica de gramática: Utilização do sinal indicativo da crase antes de hora
Caros alunos, demais leitores
Utilizem o sinal indicativo de crase antes de horas.
Exemplos:
Saiu às 10h
Chegou às 10 h
Saiu à 1 h
Chegou à 1 hora
Cuidado, porque há preposições que não exigem a crase, a saber "até", "após", "desde", "entre"
- Viajarei após as 17h
- Estou esperando desde as 15h30
- Sairemos de São Luís entre as 14h e 18h
- A sapataria fica aberta até as 22h
Ficou claro ?
Espero que sim !
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Poesia do dia: Leminski
Caros alunos, demais leitores,
Depois de um bom período de férias, estamos aqui de volta, revigorados... e para celebrar.... Paulo Leminski....
Por um lindésimo de segundo
tudo em mim
anda a mil
tudo assim
tudo por um fio
tudo estivesse no cio
tudo pisando macio
tudo psiu
tudo em minha volta
anda às tontas
como se todas as coisas
fossem todas
afinal das contas
tudo em mim
anda a mil
tudo assim
tudo por um fio
tudo estivesse no cio
tudo pisando macio
tudo psiu
tudo em minha volta
anda às tontas
como se todas as coisas
fossem todas
afinal das contas
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Poesia do dia: Elisabeth Bishop
Caros alunos, demais leitores,
Hoje publico neste espaço uma poesia contemporânea a quem muito aprecio.... é americana, mas morou no Brasil.... encantem-se......
Sozinha nos trilhos eu ia,
coração aos saltos no peito.
O espaço entre os dormentes
era excessivo, ou muito estreito.
Paisagem empobrecida:
carvalhos, pinheiros franzinos;
e além da folhagem cinzenta
vi luzir ao longe o laguinho
onde vive o eremita sujo,
como uma lágrima translúcida
a conter seus sofrimentos
ao longo dos anos, lúcida.
O eremita deu um tiro
e uma árvore balançou.
O laguinho estremeceu.
Sua galinha cocoricou.
Bradou o velho eremita:
“Amor tem que ser posto em prática!”
Ao longe, um eco esboçou
sua adesão, não muito enfática.
Elizabeth Bishop
coração aos saltos no peito.
O espaço entre os dormentes
era excessivo, ou muito estreito.
Paisagem empobrecida:
carvalhos, pinheiros franzinos;
e além da folhagem cinzenta
vi luzir ao longe o laguinho
onde vive o eremita sujo,
como uma lágrima translúcida
a conter seus sofrimentos
ao longo dos anos, lúcida.
O eremita deu um tiro
e uma árvore balançou.
O laguinho estremeceu.
Sua galinha cocoricou.
Bradou o velho eremita:
“Amor tem que ser posto em prática!”
Ao longe, um eco esboçou
sua adesão, não muito enfática.
Dica do dia: preposição antes do pronome relativo
Caros alunos, demais leitores,
Muitos alunos me perguntam como e quando fazemos uso de preposição antes do pronome relativo. A resposta é simples: quando o verbo EXIGE preposição, lembrando que o pronome relativo une duas orações num período....
Por exemplo:
Eu assisti AO filme (assistir de ver, presenciar é Transitivo Indireto e exige a preposição A)
O filme é bom.
Temos aqui duas orações. Para torná-las mais coesas, unamo-nas num período....
O filme A que assisti é bom. (este QUE é relativo - por isso o nome - ao termo FILME).
Mais um exemplo.
Eu me referi AO livro. (Referir-se é Transitivo Indireto e exige a preposição A)
O livro é interessante.
Unam-nas......
O livro A que me referi é interessante.
Ficou claro ?
Espero que sim !
Profa.Márcia
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Poesia do dia: Fernando Pessoa....
Caros alunos, demais leitores,
Vamos nos lembrar de TABACARIA..... que preciosidade !!!!!
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.

Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
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